Emitir uma passagem é simples. Manter a operação sob controle à medida que a empresa cresce, não é.
Ao avaliar plataformas de gestão de viagens corporativas, grande parte das empresas foca em preço e funcionalidades visíveis.
Poucas param para analisar um fator que impacta diretamente o custo real da operação no médio prazo: a arquitetura por trás da plataforma.
Esse é o ponto em que o modelo aberto se diferencia. Não se trata de uma característica técnica isolada, mas de uma decisão estrutural que muda como a empresa compra passagens, escolhe fornecedores e enxerga seus próprios dados.
A complexidade cresce junto com a operação
Quando a empresa é pequena, reservar uma viagem costuma ser trivial. O desafio aparece depois: políticas internas específicas por área, fluxos de aprovação em múltiplos níveis, operação em diferentes países, agências parceiras, centros de custo, compliance e auditoria entram no fluxo ao mesmo tempo.
A dor deixa de estar apenas em reservar. Passa a estar em aprovar, controlar, auditar e manter tudo funcionando em escala, sem que o sistema vire um gargalo.
O que significa modelo aberto na prática
Um OBT com arquitetura aberta se conecta, via API, a múltiplos fornecedores de conteúdo de viagem e a diferentes agências de viagens corporativas escolhidas pelo cliente.
Sem fornecedor exclusivo
Em plataformas fechadas, a empresa fica limitada aos conteúdos e às tarifas negociadas pelo próprio software. Isso reduz a capacidade de comparação e, em muitos casos, elimina a possibilidade de manter uma TMC (agência de viagens corporativas) de preferência já consolidada como parceira.
No modelo aberto, a integração acontece com o ecossistema de fornecedores que fizer sentido para a operação, sem depender de um único intermediário obrigatório.
Sem markup embutido nas tarifas
Em arquiteturas fechadas, é comum que a margem da tecnologia esteja embutida no próprio preço da passagem ou da diária, sem transparência sobre quanto do valor corresponde à tarifa real do fornecedor.
Já em um modelo de cobrança separado da tarifa, a empresa paga pela tecnologia de forma explícita, e o preço da viagem reflete exatamente o valor negociado com o fornecedor. Essa separação facilita auditoria, comparação de custos e negociação futura.
Por que o modelo fechado limita a operação
Quando toda a tecnologia de reserva pertence a um único fornecedor, a empresa perde poder de negociação em dois níveis: com a própria plataforma, já que trocar de sistema significa reconstruir toda a integração, e com fornecedores de viagem, já que o catálogo de opções é definido por terceiros.
Esse tipo de dependência tende a se agravar à medida que a operação cresce. O software de gestão de viagens corporativas já se tornou praticamente indispensável no mercado das TMCs, e a escolha de uma arquitetura fechada nesse momento pode limitar a capacidade de expansão da própria agência ou corporação.
Dados transparentes como vantagem competitiva
Além da questão comercial, existe um argumento técnico igualmente importante: a qualidade e a rastreabilidade dos dados gerados pela operação.
Visibilidade completa de custos
Em um modelo aberto, cada reserva carrega informação clara sobre tarifa, taxa de serviço e fornecedor de origem.
Empresas que utilizam indicadores de qualidade em viagens corporativas para acompanhar performance dependem diretamente dessa transparência. Sem ela, boa parte da análise vira estimativa, não dado real.
O impacto na escolha de TMC e fornecedores
Para uma TMC, operar sobre um OBT de arquitetura aberta significa poder atender múltiplos clientes sem ficar presa a um único conjunto de fornecedores.
Para a corporação, significa manter a liberdade de negociar diretamente com companhias aéreas, redes hoteleiras ou locadoras específicas, sem que a tecnologia se torne um intermediário forçado nessa relação.
Vale revisar o que considerar antes de contratar um software OBT, avaliando especificamente se a arquitetura permite essa flexibilidade ou se cria dependência de um fornecedor único.
Argo Travel: números que sustentam o modelo aberto
A Argo opera com arquitetura aberta desde sua concepção, se conectando a mais de 35 provedores de conteúdo entre aéreo, hospedagem, locação, rodoviário e pagamentos, além de mais de 200 agências de viagens corporativas parceiras na América Latina.
Segundo reportagem do portal Baguete, a Argo Solutions movimentou mais de R$ 6 bilhões em passagens aéreas somente em 2024, com operação em 16 países, e foi escolhida por três das quatro maiores consultorias globais (Big Four) para gerir suas viagens e despesas no Brasil.
Esse tipo de validação costuma acompanhar plataformas onde governança, compliance e transparência de dados já foram testados em escala.
Esse modelo também aproxima a operação do conceito de Travel as a Service, no qual reservas, dados financeiros e fornecedores circulam de forma conectada, em vez de presos a uma arquitetura fechada e proprietária.
Antes de decidir entre plataformas, vale usar um checklist de tecnologia para travel management que avalie especificamente esse critério de abertura, e não apenas preço ou funcionalidades de superfície.
Afinal, um modelo que se adapta às políticas da sua empresa tende a sustentar o crescimento, já um modelo que parece simples no começo, mas restringe fornecedores e esconde markup, tende a virar limitação mais cedo do que se espera.
Sua operação já passou do ponto de uma solução genérica? Fale com um especialista da Argo Solutions e compare o modelo aberto com a solução que você usa hoje.